D. Frei Boaventura Kloppenburg O.F.M.,
Bispo de Novo Hamburgo (RS), explica: “Não
podemos indicar uma data exata para a
aparição, entre nós, daquilo que hoje se
chama espiritismo de Umbanda. Movimentos
populares, de origem nitidamente africana,
com fachadas cristãs, mas fortemente
paganizadas e diretamente influenciadas
pelas práticas espíritas, aos poucos se
aglutinaram e continuam a coordenar-se ainda
hoje, para formar a umbanda (palavra
africana que significa feitiçaria).
O
Batuque do Sul, a Macumba do Rio,
o Candomblé da Bahia, o Xangô de Pernambuco,
o Catimbó do Nordeste, o Nagô ou as Casas de
Minas do Maranhão, a Pajelança da Amazônia:
eis a matéria remota desse novo tipo de
Espiritismo. Os Kardecistas não toleram que
se qualifique a Umbanda como espírita. Mas
os próprios umbandistas continuam a
proclamar empenhadamente que também eles são
verdadeiros espíritas.
A Federação Espírita
Brasileira, numa solene declaração,
publicada no órgão oficial Reformador, de
julho de 1953, página 149, acabou concedendo
aos umbandistas o ‘privilégio’ de se
chamarem espíritas”
Evocar os mortos: proibição formal da
Igreja. Em sua obra Sobre a heresia
espírita, o mesmo autor acrescenta: “A
prática generalizada pelo espiritismo de
evocar os mortos não é recente.
O
espiritismo atual é a continuação da magia e
da necrômancia de tempos idos. Já no Antigo
Testamento existem testemunhos das consultas
aos mortos praticadas pelos hebreus” .E prossegue: “Mas o fim visado foi sempre o
mesmo: evocar os mortos, para deles saber
alguma coisa. O espiritismo moderno,
portanto, é a magia ou a necromancia da
Antigüidade. Ora, consta de textos
insofismavelmente claros do Antigo
Testamento que Deus proibiu, sob as mais
severas penas, semelhantes práticas de
necromancia e magia” .
Eis abaixo alguns textos da Sagrada
Escritura, que condenam severamente a necromancia e a magia:
· Êxodo 22, 18: “Não deixarás viver os
feiticeiros”.
· Levítico 20, 27: “O homem ou a mulher em
que houver espírito pitônico ou de adivinho,
sejam punidos de morte. Apedrejá-los-ão, o
seu sangue cairá sobre eles”.
· Lev. 19, 31: “Não vos dirijais aos magos,
nem interrogueis os adivinhos, para que vos
não contamineis por meio deles. Eu sou o
Senhor vosso Deus”.
· I Reis 28, 5-25: Estes versículos narram
a história do rei Saul, que foi consultar
uma pitonisa. A conseqüência do episódio
inteiro é exposta no
I Livro dos Paralipômenos 10, 3: “Morreu, pois, Saul,
por causa das suas iniqüidades, porque tinha
desobedecido ao mandamento que o Senhor lhe
tinha imposto e não tinha observado; e além
disso tinha consultado a pitonisa e não
tinha posto a sua esperança no Senhor; por
isso Ele o matou, e transferiu o seu reino
para David, filho de Isaí”.
· IV Reis 17, 17: “E consagraram seus
filhos e suas filhas por meio do fogo, e
entregaram-se a adivinhações e agouros, e
abandonaram-se a fazer o mal diante do
Senhor, provocando a sua ira”.
· Isaías 8, 19-20: “E quando vos disserem:
Consultai os pitões e os adivinhos, que
murmuram em segredo nos seus encantamentos:
Acaso não consultará o povo ao seu Deus, há
de ir falar com os mortos acerca dos vivos?
Antes à Lei e ao Testamento que se deve
recorrer. Porém, se eles não falarem na
conformidade desta palavra, não raiará para
eles a luz da manhã”.
Em vista do acima exposto, decorre a
proibição divina de evocar os mortos e
consultar médiuns, macumbeiros, gurus,
cartomantes. Tal proibição é clara,
repetida, enérgica e severíssima.
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