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Espíritismo kardecista
ATENÇÃO !
RESPEITAMOS A DOUTRINA ESPÍRITA.
PEDIMOS DESCULPAS CASO UM IRMÃO ESPÍRITA
SEJA OFENDIDO.
Joel Alexandre, um religioso, pesquisador,
faz uma comparação dos ensinamentos
espíritas e a Bíblia.
Pedimos aos irmãos antes que , se armem de
ataques, que leiam com carinho e meditação.
(Fp 1.16) - por Joel Alexandre
Publicado por - www.arcanjomiguel.net
E:ESPIRITISMO - DE:DEFESA DO EVANGELHO por
Joel Alexandre :
I - RESUMO HISTÓRICO DO ESPIRITISMO
O que hoje se chama espiritismo era
conhecido na Antiguidade como necromancia
(1Sm 28.3,7-9; Is 19.3; 29.4). (26)
Por volta de 1848, a atenção foi chamada,
nos Estados Unidos da América, sobre
diversos fenômenos estranhos, consistentes
em ruídos, pancadas e movimentos de objetos
sem causa conhecida. Notou-se que eles se
produziam mais particularmente sob a
influência de certas pessoas, que se
designou com o nome de médiuns,
Não tardou a se reconhecer, nesses
fenômenos, efeitos inteligentes, como
movimentos para uma direção estabelecida e
números de pancadas pedidos. Para se
estabelecer a natureza dessa inteligência,
entrou-se em conversação por meio de um
número de golpes convencionado significando
sim ou não, ou designando letras do
alfabeto. Desse modo declararam ser
espíritos e pertencerem a um mundo
invisível. Da América, esse fenômeno passou
para a França e ao resto da Europa.
As comunicações por pancadas eram lentas e
incompletas. Mais tarde, experiências
demonstraram que o espírito agia sobre o
braço ou a mão a fim de conduzir um lápis.
Teve-se então os médiuns escreventes.
Segundo a doutrina do espiritismo, os
espíritos ainda podem se manifestar de
várias maneiras, entre outras pela audição
(médiuns audientes) e pela visão (médiuns
videntes). (2)
Na França, o ex-professor Hippolyte León
Denizard Rivail tomou o pseudônimo de Allan
Kardec, porque acreditava ser a reencarnação
de um poeta celta que em vida tivera esse
nome (5). Kardec começou a fazer perguntas
aos chamados Espíritos Superiores, através
de vários médiuns. Compilou e coordenou
todas as perguntas e respostas. Surgiu,
então, o Livro dos Espíritos, dando origem
ao Espiritismo Kardecista, em 18 de abril de
1857. (12)
Logo ele viajou para vários países com o
objetivo de propagar sua doutrina.
Destacou-se por introduzir no espiritismo a
idéia da reencarnação. Dotado de grande
capacidade física e mental, foi o
codificador da doutrina. (5)
No Brasil, o kardecismo começou em Salvador,
Bahia, em setembro de 1865. Aqui, seu maior
representante é a Federação Espírita
Brasileira (FEB), fundada em 1884, sediada
em São Paulo. O Brasil é considerado a
pátria do kardecismo, contando com quase 8
milhões de adeptos (segundo dados da FEB),
sendo Francisco Cândido Xavier (o Chico
Xavier) sua figura mais destacada. (12)
Número de adeptos em milhares (e a
porcentagem do total dos adeptos) — 1999):
(23)
Ásia: 0 (0%);
África: 3 (0,025%);
Oceania: 7 (0,057%);
Europa: 131 (1,075%);
América: 11.998 (98,47%).
(Fonte: Enciclopédia Britânica)
II - PRINCIPAIS DOUTRINAS DO ESPIRITISMO
()
E A DEFESA DO EVANGELHO (DE)
1. REENCARNAÇÃO
ESPIRITISMO “166. Como pode a alma, que não
alcançou a perfeição durante a vida
corpórea, acabar de depurar-se? ‘Sofrendo a
prova de uma nova existência’.
167. Qual o fim objetivado com a
reencarnação? ‘Expiação, melhoramento
progressivo da Humanidade. Sem isto, onde a
justiça?’.
170. O que fica sendo o Espírito depois da
sua última encarnação? ‘Espírito
bem-aventurado; puro Espírito’.” (1)
“A reencarnação fazia parte dos dogmas dos
judeus, sob o nome de ressurreição [Cap. IV
– Nascer de Novo; §4; p.84]”. (3)
“A idéia de que João Batista era Elias e de
que os profetas podiam reviver na Terra se
nos depara em muitas passagens dos
Evangelhos (Mt 16.13-17; Mc 8.27-30;
6.14-16; Lc 9.7-9; Mt 17.10-13; Mc 9.11-13)
[Cap. IV – Nascer de Novo; §6; p.85].” (3)
DEFESA DO EVANGELHO: A Bíblia ensina que há
somente uma oportunidade de salvação e esta
é enquanto temos esta vida (Is 55.6,7; 2Co
6.2). Depois da morte segue-se o juízo (Hb
9.27) e o estado final depois da morte é
irreversível (Lc 16.19-31; Mt 25.34,41,46).
(18)
Quando Jesus prega que devemos nascer de
novo (Jo 3.3), ele esclarece mais adiante
que é nascer da água e do espírito (Jo 3.5),
referindo-se à regeneração, que é a mudança
das disposições íntimas da alma dentro do
mesmo corpo (Jo 1.12,13; 2Co 5.17). O poder
regenerador da Palavra é atestado pelos
discípulos (Tg 1.18; 1Pe 1.23). A
correspondência da água e do Espírito com a
Palavra de Deus e o Espírito de Deus está
bem claro no livro de Ezequiel (Ez
36.25,27). Era isso que o Filho de Deus
estava querendo dizer para Nicodemos.(26)
João Batista não podia ser Elias
reencarnado, tendo em vista que:
a) Elias não morreu, mas foi trasladado aos
céus em corpo (2Rs 2.1,11);(18)
b) João Batista, enfaticamente, disse que
não era Elias (Jo 1.21);
c) se João Batista fosse a reencarnação de
Elias, no momento da transfiguração de
Cristo teriam aparecido Moisés e João
Batista, e não Moisés e Elias (Mt 17.3),
visto que João Batista já havia morrido (Mt
14.10). (15)
Quando Jesus disse que João Batista era o
Elias que havia de vir (Mt 11.14; 17.12,13)
referia-se à semelhança do ministério:
a) eram profetas (1Rs 17.1 e Mt 3.1);
b) enfrentaram grandes governantes (1Rs
18.17,18 e Mt 14.3,4);
c) foram perseguidos por mulheres (1Rs
19.2,3 e Mt 14.6-8).
João Batista era um Elias no sentido
profético (Mt 17.2; Mc 9.12; Lc 1.17).
Se a reencarnação visa o desenvolvimento
espiritual do ser humano, como explicar o
contínuo crescimento da violência? (18)
Para alguém ter o perdão de Deus é
necessário o arrependimento, e não outra
encarnação (Lc 13.3; At 3.19). O ladrão na
cruz arrependeu-se dos seus erros e recebeu
de Jesus a mais rica promessa de perdão
absoluto e total expiação sem necessidade de
outra encarnação (Lc 23.39-43). O ladrão
arrependido tinha plena consciência dos
erros cometidos na sua vida presente, e com
consciência deles podia arrepender-se. Não
entendemos como o espírita possa atingir a
condição de espírito puro, mesmo
admitindo-se milhares de encarnações. É que
em cada uma delas o espírita se esquece
fatalmente das ocorrências da vida anterior.
A purificação do espírito depois da morte é
um grande incentivo ao pecado. Por mais
horrendo que sejam os crimes cometidos
durante a existência atual, e embora o
criminoso morra sem arrependimento, o
espiritismo afiança que haverá expiação nas
sucessivas encarnações, só que acaba perdido
eternamente, por rejeitar, soberbamente o
remédio eficaz providenciado por Deus: Jesus
Cristo (1Jo 2.1,2; Hb 9.13; 10.12; Jo 8.2).
Não há por que inventar uma dívida, sendo
que o débito que já foi bem pago por Jesus
na cruz (Ef 1.7).
Além disso, se a reencarnação realmente
existisse incorreria em faltas gravíssimas:
a) os seres humanos estariam sofrendo
castigos por faltas que não têm consciência
ou lembrança. Onde está a justiça?;
b) de uma reencarnação para outra há um
esquecimento total das experiências
adquiridas, não havendo, portanto, como se
tirar proveito delas;
c) os malfeitores tornam-se, então,
executores de ordem divina, e não devem ser
responsabilizados pelos crimes que
cometeram, pois aqueles que sofrem a ação
desses crimes estão pagando dívidas
contraídas no passado;
d) se alguém tentar aliviar o sofrimento de
outra pessoa, estaria impedindo que ela
pague o que deve, impedindo o seu progresso
espiritual;
e) essa doutrina pode destruir os
sentimentos e os laços mais sagrados que
unem a família, tendo em vista as mudanças
de sexo e as inversões de graus de
parentesco.(26)
2. COMUNICAÇÃO COM OS MORTOS
ESPIRITISMO: “O Espiritismo é ao mesmo tempo
uma ciência de observação e uma doutrina
filosófica. Como ciência prática, ele
consiste nas relações que se podem
estabelecer com os Espíritos; como
filosofica, ele compreende todas as
conseqüências morais que decorrem dessas
relações.” [Preâmbulo; p.12] (2)
“O Espiritismo se reduz a uma só questão
principal: as comunicações entre as almas e
os vivos são possíveis? Essa possibilidade é
um resultado da experiência” [Cap. II –
Noções Elementares de Espiritismo; p.117]
(2)
DEFESA DO EVANGELHO: A pretensão espírita de
comunicvar-se com os mortos é condenada nas
Sagradas Escrituras (Dt 18.10,11; Is 8.19;
Lc 16.31). O testemunho das Escrituras é que
os mortos, devido ao estado em que se
encontram, não têm parte em nada do que se
faz e acontece na Terra (Ec 9.5,6; Sl
88.10-12; Is 38.18,19; Jó 7.9,10; 1Tm 4.1).
(15)
A conseqüência da consulta de Saul com a
necromante de En-Dor (1Sm 28) foi a morte
(1Cr 10.13,14), além do que, podemos
destacar algumas considerações sobre aquela
sessão espírita:
a) Deus não respondia a Saul de maneira
nenhuma (1Sm 28.6). Foi como se Saul
dissesse: “Se Deus não me responde, então o
diabo vai responder (v.7);
b) o rei Saul não viu o pretenso Samuel
(v.13);
c) Saul deduziu que era Samuel (v.14);
d) Samuel foi um homem santo durante a sua
vida. Ele não iria prestar-se a obedecer a
pitonisa, uma mulher abominável, depois de
já morto, cometendo um ato tão claramente
proibido por Deus (Ex 22.18; Lv 19.31;
20.27; Dt 18.9-12; Is 47.13). (18)
e) a profecia do falso Samuel (v.19) não se
cumpriu na íntegra:
i- Saul não foi entregue nas mãos dos
filisteus, ele se suicidou (1Sm 31.4) e seu
corpo foi recolhido pelos moradores de
Jabes-Gileade (1Sm 31.11-13);
ii- também não morreram todos os filhos de
Saul (vv.15,16), e sim, apenas três dos seus
seis filhos (1Sm 31.6,8; 2Sm 21.8). Isso
contraria o testemunho de Deus a respeito de
Samuel (1Sm 3.19).(6) E a guerra entre Saul
e os filisteus já era iminente (1Sm 15).(15)
Devemos ter sempre em mente que Satanás é o
pai da mentira (Jo 8.44); sabe imitar a
realidade com os seus embustes (Ex 7.22;
8.7); transforma-se em anjo de luz (2Co
11.14); tem poder de operar milagres (2Ts
2.9). Na realidade, os pretensos espíritos
de mortos são espíritos enganadores,
demônios, que têm como objetivo fazer com
que os cristãos apostatem da sua fé dando
ouvidos a eles (1Tm 4.1).(15) Devemos agir
como Davi por ocasião da morte do seu filho
(2Sm 12.15-23).(26)
3. A IDENTIDADE DOS ESPÍRITOS
ESPIRITISMO: “Uma vez que se encontram entre
os Espíritos todos os defeitos da
Humanidade, aí se encontram também a astúcia
e a mentira; (…). É preciso, pois, abster-se
de crer, de uma maneira absoluta, na
auteticidade de todas as assinaturas. A
identidade é uma das grandes dificuldades do
Espiritismo prático; freqüentemente, ela é
impossível de se constatar, sobretudo quando
se trata de Espíritos superiores, antigos em
relação a nós [Cap. II–Noções Elementares de
Espiritismo; Identidade dos Espíritos].” (2)
“A questão da identidade dos Espíritos é uma
das mais controvertidas, mesmo entre os
adeptos do Espiritismo; sabe-se com que
facilidade certos deles tomam nomes
emprestados; em muitos casos, a identidade
absoluta é uma questão secundária e sem
importância real [Cap.XXIV – Identidade dos
Espíritos; §255; p.294].” (13)
“Não ocorre o mesmo com a distinção dos bons
e dos maus espíritos; sua individualidade
pode nos ser indiferente, sua qualidade não
o será jamais [Idem; §262; p.299].” (13)
“Julgam-se os Espíritos pela sua linguagem.
(…). A bondade e a benevolência são ainda
atributos essenciais dos Espíritos depurados
[Idem; §§263,264; p.300].” (13)
DEFESA DO EVANGELHO: Estranhamente, Allan
Kardec, se propôs a elaborar suas doutrinas
com base nos ensinamentos de espíritos que
ele nem sabia o que ou quem eram realmente.
Os supostos espíritos de mortos não podem
ser os mortos humanos, pois a Escritura nos
diz que os mortos não salvos são confinados
e incapazes de alcançar os vivos, e os
mortos salvos estão com Cristo (2Pe 2.9; Lc
16.19-31; 2Co 5.8; Fp 1.23). (18)
Como já sabemos, Satanás é o pai da mentira
(Jo 8.44), sabe imitar a realidade com os
seus embustes (Ex 7.22; 8.7), transforma-se
em anjo de luz (2Co 11.14) e tem poder de
operar milagres (2Ts 2.9).
Desde que lançado fora do Céu, com os seus
anjos, o principal objetivo de sua
existência tem sido enganar, seduzir,
impelir os homens para a ruína, e opor-se a
toda verdade com respeito a sua própria
natureza e à natureza de Deus. Os demônios,
nas sessões espíritas, mostram-se impostores
porque declaram falsa identidade,
declinando, inclusive, sinais particulares,
como segredos familiares. Dizem as
Escrituras que Satanás e seus espíritos
malignos agem com todo o poder, e sinais, e
prodígios de mentira (2Ts 2.9; Mt 24.24; Ap
13.13).
4. MANIFESTAÇÃO DOS ESPÍRITOS POR MÉDIUNS
ESPIRITISMO “Ele se manifestam por
intermédio de pessoas dotadas de uma aptidão
especial para cada gênero de manifestação, e
que se distinguem sob o nome de médiuns. É
assim que, se distinguem os médiuns
videntes, falantes, audientes, sensitivos,
de efeitos físicos, desenhistas, tiptólogos,
escreventes, etc. [Resumo da Lei dos
Fenômenos Espíritas; Cap. II – Manifestação
dos Espíritos; p.211; §10].” (2)
“O médium não possui senão a faculdade de se
comunicar; a comunicação efetiva depende da
vontade dos Espíritos. Se os Espíritos não
querem se manifestar, o médium nada obtém; é
como um instrumento sem músico [Idem; Cap
III – Dos Médiuns; §33; p.220].” (2)
DEFESA DO EVANGELHO: A primeira incidência
bíblica de mediunidade foi lá no Jardim do
Éden, quando a serpente foi usada para
enganar Eva (Gn 3.1-5; 2Co 11.3; Ap 12.9).
Através daquela médium, o diabo levou o
homem a duvidar de Deus, com graves
conseqüências para a humanidade.
Significativamente, há razões importantes
para crer que a realidade básica da
mediunidade jamais se alterou no que se
refere:
a) à origem (o diabo e seus demônios);
b) ao seu resultado (ilusão espiritual que
destrói a confiança em Deus);
c) às suas conseqüências (juízo divino – Gn
3.13-19; Dt 18.9-13).
Essa canalização é pois, condenada pela
Bíblia como uma prática maligna diante de
Deus, po envolver contato com demônios. (16)
Paulo expulsou, em nome de Jesus Cristo, um
espírito de adivinhação que se manifestava
em uma jovem médium (At 16.16-18).
5. O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
ESPIRITISMO: “Muitos pontos dos Evangelhos,
da Bíblia e dos autores sacros em geral só
são ininteligíveis, parecendo alguns até
irracionais, por falta da chave que faculte
se lhes apreenda o verdadeiro sentido. Essa
chave está completa no Espiritismo (…).
Como complemento de cada preceito,
acrescentamos algumas instruções escolhidas,
dentre as que os Espíritos ditaram em vários
países e por diferentes médiuns.(…).
As instruções que promanam dos Espíritos são
verdadeiramente as vozes do céu que vêm
esclarecer os homens e convidá-los à prática
do Evangelho [Introdução; I–Objetivo Desta
Obra;pp.27,28].” (3)
DEFESA DO EVANGELHO:Quaisquer ensinos,
doutrinas ou idéias que, originados em
pessoas, espíritos, ou ciência, e que não
estejam expressos ou subentendidos na
Palavra de Deus, não podem ser aceitos.
Assim ocorre com vários ensinos, decorrentes
da interpretação desse evangelho, tais como:
pluralidade de mundos habitados;
reencarnação; causas anteriores das
aflições; o Consolador é o kardecismo;
salvação pela caridade; mediunidade; prece
pelos mortos; entre outros falsos ensinos
(1Tm 4.1; 1Jo 4.1; Gl 1.6-9; 2Co 11.13-15;
At 13.10; Mt 24.24; Ap 16.14).
Nenhum ensinamento, nem doutrina devem ser
aceitos como verdadeiros somente por causa
das aparências, do sucesso, ou de prodígios
(2Ts 2.8-10; Ap 18.23).(8)
O alvo dos espíritos é transmitir falsos
ensinamentos, cujas conseqüências somente
são percebidas tarde demais ou compreendidas
com horror apenas após a morte (Pv 16.25; Jo
8.24,44; 1Jo 4.1; Ap 16.14). É por isso que
a Bíblia nos adverte a ficarmos alertas (1Pe
5.8; 2Co 4.4). (16)
6. A GRAÇA NÃO É UM FAVOR DE DEUS
ESPIRITISMO: “(…) se é um dom, carece de
mérito para aquele que a possui. O
Espiritismo é mais explícito, dizendo que
aquele que possui a virtude a adquiriu por
seus esforços, em existências sucessivas,
despojando-se pouco a pouco de suas
imperfeições. A graça é a força que Deus
faculta ao homem de boa vontade para se
expungir do mal e praticar o bem
[Introdução; §IV; item XVII; p.50].” (3)
DEFESA DO EVANGELHO: Deus não nos salva com
base em quaisquer méritos pessoais nossos,
mas unicamente por sua graça (Rm 3.23,24).
As obras não salvam, nem ajudam ninguém a
salvar-se (Ef 2.8,9).
7. FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO
ESPIRITISMO: “Não podendo
amar a Deus sem praticar a caridade para com
o próximo, todos os deveres do homem se
resumem nesta máxima: FORA DA CARIDADE NÃO
HÁ SALVAÇÃO [Cap. XV – Fora da Caridade não
há Salvação; §5; p.248]. (3)
DEFESA DO EVANGELHO: A Bíblia enfatiza que a
salvação é pela graça, por meio da fé em
Jesus, e não por obras realizadas pelas mãos
humanas (Ef 2.8,9; Tt 3.5; 2Tm 1.9; Gl 2.16;
Rm 3.27,28; 4.5; 11.6)
8. AUTO-SALVAÇÃO
ESPIRITISMO: “O Espírito culpado e infeliz
pode sempre salvar-se a si mesmo: a lei de
Deus estabelece a condição em que se lhe
torna possível fazê-lo. O que as mais das
vezes lhe falta é a vontade, a força, a
coragem [Cap. XXVII – Pedi e Obtereis; §21;
p.380].(18)
DEFESA DO EVANGELHO: Jesus Cristo é o nosso
Salvador (Ef 5.23; Lc 2.11; 19.10; Jo 3.17;
At 5.31; 13.23; 1Tm 1.15; 2Tm 1.10) e a
salvação vem exclusivamente por Ele (At
4.12; Is 45.21). Sem Jesus, nada poderíamos
fazer (Rm 3.23,24; Sl 103.14; 141.7; Is
64.6; 1Pe 1.24).(10)
9. O ESPIRITISMO É O CONSOLADOR PROMETIDO
ESPIRITISMO: “Jesus promete outro
consolador: o Espírito de Verdade. O
Espiritismo vem na época predita, cumprir a
promessa do Cristo: preside ao seu advento,
o Espírito de Verdade. O Espiritismo vem
abrir os olhos e os ouvidos, porquanto fala
sem figuras, nem alegorias; levanta o véu
intencionalmente lançado sobre certos
mistérios [Cap.VI – O Cristo Consolador; §4;
p.128].” (3)
DEFESA DO EVANGELHO:Jesus esclarece no mesmo
capítulo da sua promessa, que o Consolador
prometido é o Espírito Santo (Jo 14.26 –
comparar com Jo 14.16 [outro] com 1Jo 2.1,
onde Jesus é um Consolador e o Espírito
Santo é o outro Consolador ), e a promessa
se cumpriu no dia de Pentecostes (At 1.4,8;
2.1-5,33) vindo a revestir os discípulos de
poder para testemunharem o evangelho (At
1.8), no primeiro século, em Jerusalém,
apenas alguns dias após a ascensão de Jesus
e não somente no século XIX, na França, como
quer Allan Kardec. Hoje o Consolador
permanece habitando entre nós (Rm 8.9; 1Co
3.16; 6.19; 2Co 6.16; 2Tm 1.14). (9)
O Consolador prometido era alguém como
Jesus, possuidor da mesma natureza divina,
que iria ficar no lugar dele (Jo 14.16-18).
(18)
O Espírito Santo não é uma falange de
espíritos superiores, mas um ser pessoal, a
Terceira Pessoa da Santíssima Trindade.
Quanto a isso o Novo Testamento não deixa
dúvidas (At 5.3,4). Como parte integrante da
Trindade, Ele possui todos os atributos
próprios da Divindade: é onipotente (Jó
26.13; 33.4; Rm 15.13,19); onisciente (1Co
2.10,11; Ez 11.5); é onipresente (Sl
139.7-10; Jo 14.17); e eterno (Hb 9.14; Sl
90.2).
Jesus disse que o outro Consolador ensinaria
todas as coisas, e que faria lembrar de tudo
(Jo 14.26; 15.26). Inicialmente as palavras
de Jesus eram transmitidas oralmente, e, aos
poucos, sob a orientação do Espírito Santo,
tais palavras foram relembradas e assentadas
por escrito, surgindo, assim, o Novo
Testamento. Além do mais, muitas foram as
verdades reveladas pelo Consolador. Dentre
tantas podemos destacar: Deus não faz
acepção de pessoas (judeus e gentios – At
10.34; Rm 2.11; Ef 6.9; Cl 3.25); os cristão
não precisavam submeter-se à circuncisão (At
10.44,45; Rm 2.29; 3.30; 1Co 7.18,19; Gl
2.7,8; 5.6; 6.15; Cl 2.11; 3.11); nem
guardar todas as observâncias da Lei de
Moisés (Rm 3.20,21,27; 7.4; 8.2; 10.4; 1Co
9.9; Gl 2.16,19; 3.10,11). Antes a salvação,
tanto de judeus quanto de gentios, viria
pela fé em Jesus (Rm 1.43; 3.28; Ef 2.8,9;
1Ts 5.9; 2Tm 2.10; 1Pe 1.5,9).(12)
10. NEGAÇÃO DA DIVINDADE DE JESUS
ESPIRITISMO: “A dualidade de pessoas, assim
como o estado secundário e subordinado de
Jesus, com relação a Deus (Lc 9.48; Mc 9.36;
Jo 8.42; 7.33; 10.16), ressalta, além disso,
das passagens seguintes: Lc 22.28-30; Jo
8.38; Mc 9.6; Mt 25.31-34; 10.32,33; Lc
7.8,9; 9.26; Mt 10.23; 22.41-45; Lc
20.41-44) [Estudo sobre a Natureza do
Cristo; item III; p.123].” (14)
“Jesus confirma essa interpretação e
reconhece sua inferioridade em relação a
Deus, em termos que não deixam equívoco
possível: Jo 14.28; Mt 19.16,17; Jo
12.49,50; 7.16-18; 14.10,24; Mc 13.32; Jo
8.28,29,40; 6.38; 5.30,36 [Idem; p.125].”
(14)
“(…) ressaltam evidentemente a dualidade e a
desigualdade das pessoas (Jo
5.16,17,22-27,37,38; 8.16;
17.1-5,11-14,17-26; 10.17,18; Jo 11.41;
14.30,31; 15.10; Lc 23.46) [Idem; p.128].”
(14)
“As palavras seguintes dão testemunho de uma
certa fraqueza humana (…); testemunham, ao
mesmo tempo, uma submissão: Mt 26.36-42;
27.46. [Idem; p.130].” (14)
“Tudo acusa, pois, nas palavras de Jesus,
seja quando vivo, seja depois de sua morte,
uma dualidade de pessoas perfeitamente
distintas, assim como o profundo sentimento
de sua inferioridade e de sua subordinação
com relação ao ser supremo (Jo 20.17; Mt
28.18; Lc 24.48,49) [Idem; Item IV; p.133].”
(14)
DEFESA DO EVANGELHO:Jesus é Deus:
a) foi percebido como Deus (Jo 5.18;
10.30-33);
b) possui os atributos da divindade:
onipotência (Mt 28.18; Fp 3.21; Ap 1.8;
3.7); onipresença (Mt 18.20; 28.20; Jo 3.13;
Ef 1.20-23); onisciência (Mt 9.3,4; Jo
2.24,25; 16.30; 21.17; Cl 2.2,3; Lc
19.41-44; Jo 6.64; 18.4); e eternidade (Is
9.6; Mq 5.2; Jo 1.1; 8.58; 17.5, 24; Ap
1.17,18; 22.13);
c) Jesus foi profetizado já como Deus
Poderoso (Is 9.6);
d) Jesus, na terra, também, existiu em forma
de Deus (Fp 2.5-7);
e) a Bíblia ensina que Jesus era Deus (Jo
1.1);
f) Conhecendo-se Jesus, conhece-se a Deus
(Jo 8.19; 10.30);
g) Jesus foi chamado de Emanuel, que quer
dizer Deus Conosco (Mt 1.23; Is 7.14);
h) Jesus foi reconhecido com Deus (Jo
20.28);
i) a doutrina dos apóstolos o tinha como
Deus (Rm 9.5; 2Co 5.19; Tt 2.13; 2Pe 1.1;
1Jo 5.20; Jd 4);
j) era Deus em humildade (Fp 2.6);
k) a plenitude de Deus habita nele (Cl 2.9).
l) Comparação entre Javé (AT) e Jesus (NT):
i- Digno de adoração universal: Javé (Is
45.21,23) e Jesus (Fp 2.10 da TNMES);
ii- “Deus Poderoso” (El Gibor): Javé (Is
9.6) e Jesus (Is 10.21 da TNMES);
iii- “Eu Sou”: Javé (Ex 3.13,14) e Jesus (Jo
8.58);
iv- “Rocha”: Javé (Is 44.8; Dt 32.3,4) e
Jesus (1Co 10.4);
v- “Senhor”: Javé (Is 45.5,6) e Jesus (Fp
2.11);
vi- “Paz”: Javé (Jz 6.24) e Jesus (Ef 2.14);
vii- “Pastor”: Javé (Sl 23.1; Is 40.11; Ez
34. 11,12) e Jesus (Hb 13.20; 1Pe 5.4; Lc
19.10);
viii- nossa “Bandeira”: Javé (Ex 17.15) e
Jesus (Jo 3.14);
ix- “Senhor dos senhores”: Javé (Dt 10.17) e
Jesus (1Tm 6.15);
x- “único Salvador”: Javé (Is 43.11) e Jesus
(At 4.12; Ap 17.14; 19.16);
xi- “Santo”: Javé (Lv 19.2; Is 8.13) e Jesus
(At 4.27; 1Pe 3.15);
xii- “Verdadeiro”: Javé (Jr 10.10) e Jesus
(At 3.14);
xiii- “Justo”: Javé (Sl 7.9) e Jesus (At
3.14);
xiv- a “Vida”: Javé (Dt 30.20) e Jesus (Jo
14.6);
xv- “Sábio”: Javé (Jr 32.19) e Jesus (1Co
1.24);
xvi- “o Primeiro e o Último”: Javé (Is 44.6;
48.12) e Jesus (Ap 1.17; 22.13);
xvii- “Pedra de Tropeço”: Javé (Is 8.13-15)
e Jesus (Rm 9.33);
xviii- “Perdoador”: Javé (Sl 103.3; Is
43.25; Jr 31.34) e Jesus (Mt 9.5,6; Mc
2.5-7; At 5.31);
xix- “virá com os Santos”: Javé (Zc 14.5) e
Jesus (1Ts 3.13);
xx- “Jeová” (v. TNMES): Javé (Is 40.3) e
Jesus (Mt 3.3; Lc 1.76);
xxi- “Rei da Glória”: Javé (Sl 24.8,10) e
Jesus (1Co 2.8; Tg 2.1);
xxii- “acima de tudo”: Javé (Sl 97.9) e
Jesus (Jo 3.31);
xxiii- a “Salvação”: Javé (Jl 2.32) e Jesus
(1Co 1.2);
xxiv- o “Juiz”: Javé (Ec 12.14) e Jesus (2Co
5.10; 2Tm 4.1);
xxv- “Luz”: Javé (Is 60.19) e Jesus (Jo
8.12);
xxvi- “Glória” divina: Javé (Is 42.8) e
Jesus (Jo 17.5);
xxvii- Único Criador: Javé (Is 44.24) e
Jesus (Jo 1.3);
xxviii- dará a “recompensa”: Javé (Is 40.10)
e Jesus (Ap 22.12);
xxix- fez a “terra e o céu”: Javé (Sl
102.25,26) e Jesus (Hb 1.10);
xxx- “levou cativos”: Javé (Sl 68.18) e
Jesus (Ef 4.7,8);
xxxi- “Bom”: Javé (Sl 34.8) e Jesus (1Pe
2.3);
xxxii- “traspassado”: Javé (Zc 12.10) e
Jesus (Jo 19.37);
11. JESUS ERA MÉDIUM DE DEUS
ESPIRITISMO: “Como homem,
tinha a organização dos seres carnais; mas
como Espírito puro, desligado da matéria,
deveria viver a vida espiritual mais do que
a vida corpórea, da qual não tinha as
fraquezas.” “(…); segundo a definição dada
por um Espírito, ele era médium de Deus
[Cap. XV – Os Milagre do Evangelho; §2; pp.
270,271].” (4)
DEFESA DO EVANGELHO: Jesus não pode ser
rebaixado a um simples médium de Deus ou a
um mero espírito puro ou superior, estágio
que, pelo espiritismo, pode ser alcançado
por qualquer pessoa, transformando Cristo
somente num modelo, e Jesus é muito mais do
que isso (Jo 1.1; Fp 2.5-7; Cl 2.9; 2Pe
1.1).
Segundo a doutrina espírita, médium é toda
pessoa que sente, em um grau qualquer, a
influência dos espíritos [O Livro dos
Médiuns; Cap. XIV; §159]. Jesus é
apresentado na Bíblia como profeta,
sacerdote e rei, e nunca como médium (At
3.19-24; Hb 7.26,27; Fp 2.9-11).(1)
12. MILAGRES DE JESUS ERAM FENÔMENOS
PSÍQUICOS
ESPIRITISMO: “Os fatos narrados no Evangelho
e que foram até aqui considerados como
miraculosos, pertencem, na maioria à ordem
dos fenômenos psíquicos. Hoje eles se
produzem sob os nossos olhos, por assim
dizer, à vontade, e por indivíduos que nada
têm de excepcional [Cap. XV – Os Milagres do
Evangelho; §1; p.269].” (4)
“SONHOS (Mt 2.19-23) – É neste momento
[sono], freqüentemente, que os Espíritos
protetores escolhem para se manifestarem aos
seus protegidos e dar-lhes conselhos mais
diretos [Idem; §3; p.271].” (4)
“ESTRELA DOS MAGOS (Mt 2.1-12) – Um Espírito
pode aparecer sob uma forma luminosa, ou
transformar uma parte do seu fluido
perispiritual em um ponto luminoso [Idem;
§4; p.272].” (4)
“CURAS (Mc 5.25-34) – A irradiação fluídica
bastou para operar a cura [Idem; §11;
p.276].” (4) “(Mc 8.22-26) – O efeito
magnético está evidente; a cura não foi
instantânea, mas gradual [Idem; §13; 273].”
(4)
“RESSURREIÇÕES (Mc 5.21-43; Lc 7.11-17) –
“Há toda a probabilidade de que não havia
senão síncope ou letargia”. (…) sabe-se que
há letargias que duram oito dias e mais. (…)
entre certos indivíduos, há decomposição
parcial do corpo, mesmo antes da morte, e
que exalam um odor de podridão [Idem;
§§39,40; pp.292/293].” (4)
DEFESA DO EVANGELHO: Os milagre na Bíblia
foram realizados pelo poder de Deus (Ex
8.19; At 14.3; 15.12; 19.11); pelo poder de
Jesus (Mt 10.1; Mc 16.17); pelo poder do
Espírito Santo (Mt 12.28; Rm 15.19). Quem
realizava os milagres afirmava não ter
qualquer poder para tal prodígio (At
3.12,16).
Os milagre eram para que os homens pudessem
conhecer o poder do Senhor (Jo 3.2). Eles
manifestavam a glória de Deus (Jo 11.4), a
glória de Cristo (Jo 2.11; 11.4) e as obras
de Deus (Jo 9.3). Jesus provou ser o Messias
por meio deles (Mt 11.4-6; Lc 7.20-22: Jo
5.36) e os realizava porque Deus era com Ele
(At 2.22; 10.38), e não por fenômenos
psíquicos. (10)
Na ressurreição de Lázaro, Jesus afirmou
claramente que ele estava morto (Jo 11.14),
e não que havia sofrido um ataque de
letargia (morte aparente).
Os milagres que Allan Kardec não conseguiu
“explicar”, como a transformação da água em
vinho (Jo 2.9) e as multiplicações de pães
(Mt 14.17-21; 15.34-38), por exemplo, ele
cita apenas como sendo mais uma das
parábolas de Jesus. Semelhantemente ele age
com a tentação de Jesus pelo diabo (Mt
4.1-11; Mc 1.12,13; Lc 4.1-13) [A Gênese;
Cap. XV; §§47,48,52], numa fuga desesperada
por não haver nada na doutrina espírita que
os expliquem. Sem “explicacão” também
ficaram: a tempestade acalmada (Mt 8.26), o
milagre da moeda do tributo (Mt 17.24) e a
maldição contra a figueira (Mt 21.19).
13. A MORTE DE CRISTO NÃO SERVE PARA EXPIAR
PECADOS
ESPIRITISMO:
“Arrependimento, expiação e reparação são as
três condições necessárias para apagar os
traços de uma falta e suas conseqüências.(…)
A expiação consiste nos sofrimentos físicos
e morais, que são a conseqüência da falta
cometida, seja desde a vida presente, seja,
depois da morte, na vida espiritual, seja em
nova existência corporal, até que os traços
da falta tenham se apagado [1ª
Parte–Doutrina; Cap. VII–As Penas Futuras
Segundo o Espiritismo; Código Penal da Vida
Futura; §§16º,17º; p. 81,82].” (4)
DEFESA DO EVANGELHO: A remissão dos pecados
foi realizada por intermédio do sacrifício
de Cristo na cruz (Jo 1.29; Rm 3.23-26; Ef
1.7; 1Jo 1.7; Ap 1.5). A expiação das faltas
cometidas é efetuada exclusivamente por
Jesus (Jo 1.29,36; At 4.11,12; 1Ts 1.10; 1Tm
2.5,6; 1 Pe 2.24; Mt 1.21; Lc 1.77; 24.47;
Jo 1.29; 8.24; At 2.38; 3.19; 5.31; 10.43;
22.16; 1Co 15.17; Cl 1.14; 1Pe 3.18), para
exibir a graça e a misericórdia de Deus (Rm
8.32; Ef 2.4,5,7; 1Tm 2.4; Hb 2.9) e o seu
amor pela humanidade (Jo 3.16; Rm 5.8; 1Jo
4.9,10). A expiação feita voluntariamente
por Cristo (Hb 10.5-9; Jo 10.11,15,17,18)
demonstra, também, o seu grande amor (Jo
15.13; Gl 2.20; Ef 5.2,25; Ap 1.5). A fé na
expiação dos pecados por Cristo é
indispensável para a sua eficácia na vida de
uma pessoa (Rm 3.25; Gl 3.14,15), o que irá
complicar fatalmente a situação dos
espíritas.(10)
14. JESUS NÃO RESSUSCITOU
ESPIRITISMO: “Observando-se as
circunstâncias que acompanharam as suas
diversas aparições, reconhece-se nele,
nesses momentos, todos os caracteres de um
ser fluídico. Ele apareceria inopinadamente
e desapareceria do mesmo modo; foi visto por
uns e não pelos outros sob aparências que
não o fazem reconhecer, mesmo por seus
discípulos; mostra-se em lugares fechados
onde um corpo carnal não poderia penetrar
(…). Jesus, portanto, mostrou-se com seu
corpo perispiritual (…); eles viam Jesus e o
tocavam, para eles deveria ser um corpo
ressuscitado [Cap XV – Os Milagres do
Evangelho; §61; p.61].” (10)
DEFESA DO EVANGELHO: A ressurreição de
Cristo, no mesmo corpo (Lc 24.39), foi
predita pelos profetas (Sl 16.10 com At
2.25-31 e 13.34,35); e pelo próprio Jesus
(Mt 16.21; 20.19; 26.32) e assim, veio a se
concretizar (Mt 28.6). A sua ressurreição
foi efetuada pelo poder de Deus (At 2.24;
3.15; Rm 8.11; Ef 1.20; Cl 2.12), pelo seu
próprio poder (Jo 2.12; 10.17,18) e pelo
poder do Espírito Santo (1Pe 3.18). Era
necessária para o perdão dos pecados (1Co
15.17), para a justificação (Rm 4.25; 8.34),
para a eficácia da fé (1Co 15.14,17), para
provar que Ele é o Filho de Deus (Sl 2.7 com
At 13.33; Rm 1.4). A ressurreição de Cristo
é um princípio básico do Evangelho (1Co
15.13,14) e a sua verdade central (At
2.23,24; 3.14,15; 4.33; 10.39-41; 17.2,3; Rm
1.4; Rm 10.9; 1Pe 1.3).
O corpo físico de Jesus não pode ter
desaparecido com a finalidade de fomentar
uma falsa ressurreição, tendo em vista que o
seu túmulo permaneceu selado e vigiado por
sentinelas o tempo inteiro (Mt 27.62-66).
(10)
15. AS ESCRITURAS SÃO MACULADAS PELO ERRO
ESPIRITISMO: “Falta-lhes a chave para delas
compreenderem o verdadeiro sentido. Essa
chave está nas descobertas da ciência e nas
leis do mundo invisível, que o Espiritismo
vem nos revelar [2ª Parte – Previsões
concernentes ao Espiritismo; p. 311].” (14)
“50. ‘(…) Adão não foi o primeiro, nem o
único a povoar a Terra’.” (1)
Toda revelação maculada pelo erro ou sujeita
a mudanças não pode emanar de Deus. Assim é
que a lei do Decálogo tem todos os
caracteres de sua origem, ao passo que as
outras leis mosaicas, essencialmente
transitórias, freqüentemente em contradição
com a lei do Sinai, são a obra pessoal e
política do legislador hebreu [Cap. I –
Caracteres da Revelação Espírita; §10;
p.17/18].” (4)
“Todos os escritos posteriores [aos
Evangelhos], sem disso excetuar os de São
Paulo, não são, e não podem ser, senão
comentários ou apreciações, reflexo de
opiniões pessoais, freqüentemente
contraditórias, que não poderiam, em nenhum
caso, ter a autoridade do relato daqueles
que receberam as instruções diretamente do
Mestre [Estudo sobre a natureza do Cristo;
Item I; p.117]” (14)
DEFESA DO EVANGELHO: A Bíblia é divinamente
inspirada (Jr 36.2; Ez 1.3; At 1.16; 2Tm
3.16; 2Pe 1.21; Ap 14.13). (10)
Toda a lei de Moisés (o Pentateuco) e os
livros dos profetas são repletos da
expressão Assim diz o SENHOR (ocorre 403
vezes), demonstrando, também, a autoria
divina dos ensinamentos (confira algumas
ocorrências em Ex 4.22; Js 24.2; Jz 6.8; 2Sm
24.12; 2Rs 19.32; 2Cr 11.4; Is 44.6; Jr
9.23; Ez 17.19; Zc 1.3; Ml 1.4). Assim como
o Decálogo foi ditado pelo próprio Deus (Ex
20.1), o restante da lei de Moisés também
foi (Ex 20.22; 24.4; 25.1; 30.11,17,22,34;
31.1,12; 34.10; 40.1; Lv 1.1; 4.1; 5.14;
6.1,8,19,24; 7.22,28; 8.1; 11.1; 12.1; 13.1;
14.1,33; 15.1; 16.1; 17.1; 18.1; 19.1,31;
20.1; 21.1; 22.1; 23.1; 24.1; 25.1; 27.1; Nm
3.40; 4.1; 5.1; 6.1; 8.1,5; 9.1; 10.1; 15.1,
37; 18.1; 19.1; 27.6; 28.1). Por isso tudo,
são absolutamente dignos de confiança (1Rs
8.56; Sl 111.7; Ez 12.25; Mt 5.18) e
ignorá-las é um perigo (Mt 22.29; Jo 20.9;
At 13.27).
A Bíblia é descrita como pura (Sl 19.8);
espiritual (Rm 7.14); santa, justa e boa (Rm
7.12); ilimitada (Sl 119.96); perfeita (Sl
19.7; Rm 12.2); verdadeira (Sl 119.142).
(10)
Os escritores do Antigo Testamento estavam
conscientes de que o que disseram ao povo e
escreveram é a Palavra de Deus (Dt 18.18;
2Sm 23.2). E Jesus falou da revelação
divina, na época, futura, o restante do Novo
Testamento, através dos apóstolos (Jo
16.13).
Jesus também sempre citou passagens do
Antigo Testamento (AT) para subsidiar os
seus ensinamentos:
Ele citou Is 29.13 em Mt 15.7-9 e Mc 7.6,7;
Ele citou Moisés, profetas e Sl em Lc 24.44;
Ele citou Sl 35.19; 69.4 em Jo 15.25;
Ele citou Dt 6.16 em Mt 4.7 e Lc 4.12;
Ele citou Is 40.3; Ml 3.1 em Mt 10.10 e Lc
7.27;
Ele citou Is 6.9,10 em Mt 13.14,15;
Ele citou Gn 2.24 em Mt 19.4,5;
Ele citou Sl 118.22,23; Is 28.16 em Mt
21.42; Mc 12.10 e Lc 20.17;
Ele citou Sl 118.26 em Mt 23.39;
Ele citou Zc 11.12; Jr 19.1-13 em Mt 27.9;
Ele citou Is 56.7; Jr 7.11; 32.6-9 em Mc
11.17 e Lc 19.46;
Ele citou Sl 41.9 em Jo 13.18; e
Ele citou Moisés e profetas em Lc 24.27;
Ele citou Sl 82.6 em Jo 10.34,35;
Ele citou Dt 8.3 em Mt 4.4; Lc 4.4;
Ele citou Os 6.6 em Mt 9.13; 12.7;
Ele citou Is 42.1-4 em Mt 12.17-21;
Ele citou Sl 78.2 em Mt 13.35;
Ele citou Sl 8.2 em Mt 21.16;
Ele citou Sl 110.1 em Mt 22.43,44; Mc 12.36
e Lc 20.42,43;
Ele citou Zc 13.7 em Mt 26.31;
Ele citou Is 49.8,9 em Lc 4.17-19;
Ele citou Ex 16.4,15; Ne 9.15; Sl 78.24 em
Jo 6.31.
16. CAUSAS ANTERIORES DAS AFLIÇÕES
ESPIRITISMO:“Por virtude do axioma, segundo
o qual todo efeito tem uma causa, tais
misérias são efeitos que hão de ter uma
causa e, desde que se admita um Deus justo,
essa causa também há de ser justa. Ora, ao
efeito precedendo a causa, se esta não
encontra na vida atual, há de ser anterior a
essa vida, isto é, há de estar numa
existência precedente [Cap.V –
Bem-aventurados os Aflitos; §6; p.101].” (3)
DEFESA DO EVANGELHO: São diversas as razões
por que a humanidade sofre, mas nada
referente a vidas anteriores. É ensinado que
sofreríamos por causa do nome de Jesus (Mt
24.9; Jo 15.21; 2Tm 3.12); devido aos
ataques do diabo (!Pe 5.8,9; Lc 13.11,16);
como prova e aperfeiçoamento da nossa fé
(1Pe 1.7); para que possamos melhor consolar
os outros (2Co 1.4); ou como conseqüência
dos nossos próprios atos (Gl 6.7). Mas, em
nada disso como efeito de pecados em vidas
anteriores. Jesus demonstrou que essa
doutrina não tem fundamento quando curou um
cego de nascença e afirmou aos seus
discípulos que nem ele, nem os seus pais
haviam pecado (Jo 9.2,3). (8)
17. SATANÁS NÃO É UM SER REAL
ESPIRITISMO: “Satã, segundo o Espiritismo e
a opinião de muitos filósofos cristãos, não
é um ser real; é a personificação do mal,
como outrora Saturno era a personificação do
tempo. A Igreja prende à letra essa figura
alegórica [Cap. I – Pequena conferência
espírita; Terceiro diálogo – O padre; p.
98].” (3)
DEFESA DO EVANGELHO: A Bíblia inteira relata
Satanás como um ser real, com
características reais. Vejamos o seu
caráter: a) presunçoso (Jó 1.6; Mt 4.5,6);
b) orgulhoso (1Tm 3.6); c) poderoso (Ef 2.2;
6.12); d) perverso (1Jo 2.13); e) maligno
(Jó 1.9; 2.4; Mt 13.19; 2Co 6.15); f) sutil
(Gn 3.1 com 2Co 11.3); g) enganador (2Co
11.14; Ef 6.11); h) feroz e cruel (1Pe 5.8);
i) covarde (Tg 4.7); j) mentiroso (Jo 8.44);
l) acusador (Ap 12.10); m) tem inteligência
(2Co 11.3). Além disso, Deus não iria
conversar com o que não existe (Jó 1.6-8,12)
e Jesus não foi tentado por algo irreal (Mt
4.3-11).
18. O CÉU E O INFERNO SÃO SIMPLES ALEGORIAS
ESPIRITISMO: “1012. (…) o inferno e o
paraíso não existem, tais como o homem os
imagina? ‘São simples alegorias: por toda
parte há Espíritos ditosos e inditosos’.”
“1014. (…) ‘Inferno se pode traduzir por uma
vida de provações, extremamente dolorosa,
com a incerteza de haver outra melhor;
purgatório, por uma vida também de
provações, mas com a consciência de melhor
futuro. Tudo isso são apenas palavras e
sempre ditas em sentido figurado’.”
“1016. Em que sentido se deve entender a
palavra céu? ‘(…); é o espaço universal; são
os planetas, as estrelas e todos os mundos
superiores, onde os Espíritos gozam
plenamente de suas faculdade, sem as
tribulações da vida material, nem as
angústias peculiares à inferioridade’.” (1)
DEFESA DO EVANGELHO: A Bíblia ensina que o
Céu é a habitação de Deus (At 7.56) e a
morada final dos santos (2Co 5.1; Fp 3.20),
dos que crerem em Jesus arrependendo-se dos
seus pecados (Jo 3.18; Lc 23.43). O inferno
nada tem a ver com a vida na Terra: é
descrito como sendo um lugar de castigo
eterno (Mt 25.46) preparado para o diabo e
seus anjos (Mt 25.41; 2Pe 2.4), onde haverá
choro e ranger de dentes (Mt 13.42); e com
uma variedade de termos: “trevas
exteriores”, ”a ressurreição do julgamento”,
“a negra escuridão”, “o castigo de eterno
fogo”, “castigo eterno”, entre outros (Mt
3.7-12; 8.12; 22.13; 25.46; Mc 9.43,48; Jo
5.29; Ap 19.20; 20.10-15).
Jesus Cristo não deixou dúvidas quanto à
existência do inferno. São 15 as referências
que ele fez ao lugar de tormento eterno.
Nelas não há nenhuma alegoria. As expressões
são claras (Mt 5.22,29,30; 10.28; 11.23;
23.15,33).
No Antigo Testamento existem 10 referências
sobre o inferno, e o certo é que os
escritores bíblicos anteriores ao tempo de
Jesus referiram-se a esse lugar como local
de punição eterna (Sl 9.17). Depois de
Jesus, Tiago (3.6), Pedro (2Pe 2.4) e João
referiram-se ao inferno, sendo que João usou
também um sinônimo: Lago de logo (Ap 19.20;
20,10,14,15).(26)
19. CONDENAÇÃO ETERNA NÃO EXISTE
ESPIRITISMO: “Se Deus, tocado pelo
arrependimento de um condenado, pode
estender sobre ele a sua misericórdia e
retirá-lo do inferno, não há mais penas
eternas, e o julgamento pronunciado pelos
homens está revogado. (…) Se Deus é
perfeito, a condenação eterna não existe; se
ela existe, Deus não é perfeito [Cap.
VI–Doutrina das Penas Eternas; §§14,15;
p.67].” (11)
“O espiritismo não nega, antes confirma a
penalidade futura. O que ele destrói é o
inferno com suas fornalhas e penas
irremessíveis [p.65]”. (11)
DEFESA DO EVANGELHO:Os profetas, Jesus e os
seus discípulos foram claros quando se
referiram às penas eternas para aqueles
pecadores que não ouviram os ensinamentos
registrados na Bíblia, não se arrependendo
dos seus atos, enquanto nesta vida (Mt 3.12;
18.8; 25.41; Mc 3.29; 9.43,44; 2Ts 1.9; Jd
6,7,13; Ap 14.11; 20.10; Sl 52.5; 92.7; Is
33.14). (8)
20. ANJOS FORAM HOMENS E DEMÔNIOS MELHORARÃO
ESPIRITISMO: “Os anjos são
as almas dos homens que chegaram ao grau de
perfeição que a criatura comporta, gozando
da plenitude da felicidade prometida [1ª
Parte; Cap. VIII – Os Anjos; §13; p.99].”
(11)
Os demônios “são Espíritos imperfeitos, mas
que se melhorarão; estão ainda na base da
escala e subirão [Idem; Cap. IX; §21;
p.116].” (11)
DEFESA DO EVANGELHO: Os anjos jamis foram
homens. Os anjos são mensageiros ou
servidores celestiais de Deus (Hb 1.13,14),
criados por Deus antes de existir a Terra
(Jó 38.4-7; Sl 148.2,5; Cl 1.16).
Os demônios eram anjos que, tendo livre
arbítrio, participaram da rebelião de
Satanás (Ez 28.12-17; 2Pe 2.4; Jd 6; Ap
12.9) e abandonaram o seu estado original de
graça como servos de Deus, e assim perderam
o direito à sua posição celestial, estando,
já, condenados ao inferno (Mt 8.29; 25.41),
portanto, sem nenhuma perspectiva de
melhoria. (8)
21. DEUS É O MESMO EM TODAS AS RELIGIÕES
ESPIRITISMO: “1. Que é Deus?
‘Deus é a inteligência suprema, causa
primária de todas as coisas’.” (1) “É a essa
causa que se chama Deus, Jeová, Alá, Brama,
Fo-hi, Grande Espírito, etc., segundo as
línguas, os tempos e os lugares [Profissão
de Fé Espírita Racionada; I.Deus; §1;
p.29].” (14)
DEFESA DO EVANGELHO: Embora afirmem que Deus
é único, também dizem que Ele é o mesmo Deus
adorado, entre outras religiões, pelo
islamismo (Alá), onde Jesus é mais um entre
milhares de profetas e a salvação vem pelas
boas obras; que é o mesmo Deus adorado no
hinduismo (Brama), onde tudo é deus
(panteísmo) e todos somos partes de deus, a
morte de Jesus não expia pecados e a
salvação é a libertação do ciclo de
reencarnações recebida através de ioga e
meditação.(18)
Deus é único (Dt 6.4; Is 45.5,18; 1Tm 1.17;
Jd 25)(15) e imutável (Sl 102.27; Ml 3.6; Hb
1.12; Tg 1.17).(10) Não iria se manifestar
de maneiras tão diferentes com tamanha
diversificação de doutrinas.
22. PRECE PELOS MORTOS E PELOS ESPÍRITOS
SOFREDORES
ESPIRITISMO: “Podemos orar por nós mesmos ou
por outrem, pelos vivos ou pelos mortos
[Cap. XXVII – Pedi e Obtereis; §9; p. 373].”
(3) “Os Espíritos sofredores reclamam preces
e estas lhe são proveitosas, porque,
verificando que há quem neles pense, menos
abandonados se sentem, menos infelizes
[Idem; §18; p.378].” (3)
DEFESA DO EVANGELHO: A Palavra da Verdade
ensina que nada do que façamos aqui na Terra
servirá para mudar o destino de quem já
morreu (Ec 9.5,6) e depois da morte segue-se
o juízo (Hb 9.27). Não há como mudar a
situação de um espírito em estado de
sofrimento (Lc 16.19-31).(8)
23. PLURALIDADE DOS MUNDOS HABITADOS
ESPIRITISMO: “55. (…). ‘Deus povoou de seres
vivos os mundos, concorrendo todos esses
seres para o objetivo final da Providência.
Acreditar que só os haja no planeta que
habitamos fora duvidar da sabedoria de Deus,
que não fez coisa alguma inútil’.” (1)
“A casa do Pai é o Universo (Jo 14.1-3). As
diferentes moradas são os mundos que
circulam no espaço infinito e oferecem aos
Espíritos que neles encarnam, moradas
correspondentes ao adiantamento dos mesmos
Espíritos [Cap.III – Há Muitas Moradas na
Casa de meu Pai; §2; p.71] (3)
DEFESA DO EVANGELHO: Apesar de a Bíblia não
ensinar qua há vida em outros mundos além da
Terra, os espíritas usam os versículos Jo
10.16, onde Jesus fala que tem outras
ovelhas que não são deste aprisco, e Jo
14.2, onde Ele ensina que na casa do Pai há
muitas moradas, para embasarem sua doutrina.
Só que, no primeiro, Jesus contrastava
judeus com gentios, e não a Terra com outros
mundos (Ef 2.14-17; At 10.15,28);(5) e no
segundo estava se referindo à morada
celestial (a salvação) para onde Ele
precisava ir a fim de nos preparar lugar (Mt
6.9; Sl 33.13,14; Is 63.15).(8)
As formas de vida fora da Terra, que
pretende o espiritismo, são conhecidas
biblicamente como espíritos de mentira (1Rs
22.22) e espíritos enganadores (1Tm 4.1).
Esses espíritos podem se manifestar de
maneira sutil (2Co 11.14).(18)
24. A EVOLUÇÃO
ESPIRITISMO: “(…) é necessário explicar e
comentar [a Gênese bíblica] com as luzes da
razão e da ciência. Fazendo em tudo
ressaltar as belezas poéticas, e as
instruções veladas, sob a forma figurada, é
preciso demonstrar-lhe com firmeza os erros,
no interesse mesmo da religião [Cap XII –
Gênese Mosaica; §12; p.214].” (4)
“(…) o princípio da geração espontânea não
pode evidentemente se aplicar senão aos
seres de ordem mais inferiores, àqueles onde
começa a manifestação da vida, e cujo
organismo, extremamente simples de alguma
sorte, é rudimentar. Efetivamente, foram os
primeiros que apareceram sobre a Terra, e
cuja geração deve ter sido espontânea [Cap X
– Gênese Orgânica; §21, p.174].” (4)
“Está bem reconhecido hoje que a palavra
hadadam não é um nome próprio, mas que
significa o homem em geral, a Humanidade, o
que destrói todo o alicerce construído sobre
a personalidade de Adão [Cap XII – Gênese
Mosaica; §16; p.218; nota de rodapé (1)].”
(4)
DEFESA DO EVANGELHO: A Bíblia ensina
claramente a doutrina de uma criação
especial, ou seja, que Deus criou cada
criatura conforme a sua espécie (Gn 1.24).
Isto quer dizer que cada criatura, seja
homem ou animal, foi criada como a
conhecemos hoje. (15)
A Bíblia, portanto, apresenta a origem da
vida e do homem como sendo um resultado da
direta ação de Deus através do poder de Sua
palavra. Isto é aceito pelo criacionista
através de um ato de fé. Vide textos
(Hebreus 1:10 e 11:3, Neemias 9:6 e Romanos
1:19, 21 e 22).
O argumento bíblico, a partir do primeiro
capítulo de Gênesis, é que a raça humana
descende de um só casal (Gn 1.28), criado
por Deus no princípio. (15) Tanto o homem
quanto a mulher foram uma criação especial
de Deus, não um produto da evolução (Mt
19.4; Mc 10.6). Toda vida humana provém
inicialmente de Adão e Eva (Gn 3.20; At
17.26; Rm 5.12).(8)
O homem foi criado por Deus, e não produto
de uma evolução a partir de organismos
rudimentares que se geraram espontaneamente
(Gn 1.26,27; 2.7). (15)
25. NEGAÇÃO DO PECADO ORIGINAL
ESPIRITISMO: “Hoje, sabemos que essa falta
não foi um ato isolado, pessoal a um
indivíduo, mas que ela compreende, sob um
fato alegórico único, o conjunto das
prevaricações das quais pôde se tornar
culpada a Humanidade ainda imperfeita na
Terra, e que se resumem nestas palavras:
‘infração às leis de Deus’ [Cap. XII –
Gênese Mosaica; §20; p.221].” (4)
DEFESA DO EVANGELHO: As Escrituras ensinam
que Adão deu origem à lei do pecado e da
morte sobre a totalidade da raça humana (Gn
5.12; 8.2; 1Co 15.21,22). Através da
transgressão e queda de Adão, o pecado como
princípio ou poder ativo conseguiu penetrar
na raça humana (Rm 5.12,17,19; Gn 3.1). Adão
transmitiu o pecado ao gênero humano,
corrompendo todas as pessoas nascidas a
partir de então. Todos os seres humanos
passaram a nascer propensos ao pecado e ao
mal (Rm 5.19; 1.21; 7.24; Gn 6.5,12; 8.21;
Sl 14.1-3; Jr 17.9; Mc 7.21,22; 1Co 2.14; Gl
5.19-21; Ef 2.1-3; Cl 1.21; 1Jo 5.19).
A Bíblia não diz que toda a humanidade
estava presente em Adão e que assim ela
participou do seu pecado e por isso herda a
culpa. A morte entrou no mundo através do
pecado e por isso todos estão sujeitos à
morte, por isso que todos pecaram (Rm
5.12,14; 3.23; Gn 2.17; 3.19). (8)
III - OUTRAS CARACTERÍSTICAS
1. AS CONTRADIÇÕES
a) Na questão 21 d’O Livro dos Espíritos
Allan Kardec pergunta espírito: “A matéria
existe desde toda a eternidade, como Deus,
ou foi criada por ele em dado momento?” O
espírito responde: ´Só Deus o sabe.” A
contradição vem na questão 37: “O Universo
foi criado, ou existe de toda a eternidade,
como Deus?” com a resposta do espírito: “É
fora de dúvida que ele não pode ter-se feito
a si mesmo. Se existisse, como Deus , de
toda a eternidade, não seria obra de Deus.”
Em que devo crer? Quando disseram que
ninguém, a não ser Deus, pode saber se a
matéria é eterna, ou, dogmaticamente, que
ela não é eterna? (5)
b) Na questão 101, a respeito da terceira
ordem de espírito, os imperfeitos, é
declarado: “Nem todos são essencialmente
maus.” Ora, isso quer dizer que alguns são
essencialmente maus. Logo, em sua origem,
não foram iguais. Não é o que diz a resposta
da questão 121: “Não têm eles o
livre-arbítrio? Deus não os criou maus;
criou-os simples e ignorantes, isto é, tendo
tanta aptidão para o bem quanta para o mal.”
E, também, o rodapé da questão 127: “o
Espírito, ao formar-se, não é nem bom, nem
mau; tem todas as tendências e toma uma ou
outra direção, por efeito do seu
livre-arbítrio.” (5)
c) Questão 118: “Podem os Espíritos
degenerar?” Resposta: “Não.” Ora, se os
espíritos foram criados simples e ignorantes
(ver a resposta da questão 121, no item b),
e alguns escolheram o mal, não degeneraram
de fato? (5)
d) Na questão 326 pergunta-se: “Comovem a
alma que volta à vida espiritual as honras
que lhe prestem aos despojos mortais?”
Resposta: “Quando já ascendeu a certo grau
de perfeição, o Espírito se acha escoimado
de vaidades terrenas e compreende a
futilidade de todas essas coisas”. Todavia,
nas questões 320 e 321, afirma: “Sensibiliza
os Espíritos o lembrarem-se deles os que
lhes foram caros na Terra?” Resposta: “Muito
mais do que podeis supor”. Questão 321: “O
dia da comemoração dos mortos é, para os
Espíritos, mais solene do que os outros
dias? Apraz-lhe ir ao encontro dos que vão
orar nos cemitérios sobre seus túmulos?”
Responde o espírito: “Os Espíritos acodem
nesse dia ao chamado dos que da Terra lhes
dirigem seus pensamentos, como o fazem
noutro dia qualquer.” Mas, então, os
espíritos acham prazer nesas homenagens
terrenas ou acham-nas uma futilidade? (5)
e) Na pergunta 515: “Que se há de pensar
dessas pessoas que se ligam a certos
indivíduos para levá-los à perdição, ou para
guiá-los pelo bom caminho?”, a resposta:
“Quando isso se dá no sentido do mal, são
maus Espíritos, de que outros Espíritos
também maus se servem para subjugá-las. Deus
permite que tal coisa ocorra para vos
experimentar.” Isso contradiz a resposta da
pergunta 551: “Pode um homem mau, com o
auxílio de um mau Espírito que lhe seja
dedicado, fazer mal ao seu próximo?”,”Não;
Deus não o permitiria.” Por amor à
coerência, Deus permite ou não permite? (5)
f) Na questão 778, afirma-se: “o homem tem
que progredir incessantemente e não pode
volver ao estado de infância”. Porém,
encontramos na questão 372: “Há, porém,
casos em que a matéria oferece tal
resistência que as manifestações anímicas
ficam obstadas ou desnaturadas, como nos de
idiotismo e de loucura”. E na questão 375:
“só tendo o Espírito a seu serviço órgãos
incompletos ou alterados, uma perturbação
resultará de que ele, por si mesmo e no seu
foro íntimo, tem perfeita consciência, mas
cujo curso não lhe está nas mãos deter.”
Ora, se a marcha do progresso é
irresistível, incessante, e se ninguém pode
lhe opor, como ocorre um bloqueio no
progresso de algumas criaturas? (5)
g) A divindade de Jesus é negada: “As
palavras seguintes dão testemunho de uma
certa fraqueza humana (…); testemunham, ao
mesmo tempo, uma submissão: Mt 26.36-42;
27.46. [Obras Póstumas; Estudo sobre a
Natureza do Cristo; Item I; p.130]”. E,
ainda, mais adiante: “Tudo acusa, pois, nas
palavras de Jesus, seja quando vivo, seja
depois de sua morte, uma dualidade de
pessoas perfeitamente distintas, assim como
o profundo sentimento de sua inferioridade e
de sua subordinação com relação ao ser
supremo (Jo 20.17; Mt 28.18; Lc 24.48,49)
[Idem; Item IV; p.133]”. Mas na questão
1.009 afrima: “(…) culto harminioso do belo,
do bem, idealizaods pelo arquétipo humano,
pelo Homem-Deus, por Jesus Cristo.” (5)
h) Allan Kardec afirma que “generalidade e
concordância nos ensinamentoss, tal é o
caráter essencial da doutrina [espírita], a
própria condição da sua existência; disso
resulta que todo princípio que não recebeu a
consagração do controle da generalidade, não
pode ser considerado parte integrante dessa
mesma doutrina, mas uma simples opinião
isolada, da qual o Espiritismo não pode
assumir a responsabilidade [Introdução do
livro ‘A Gênese”, p.11]”. Porém, com a
reencarnação, principal doutrina espírita,
não há generalidade, nem há concordância
entre os espíritos, como o próprio Allan
Kardec afirma: “Talvez fosse aqui o caso de
examinarmos por que os Espíritos não parecem
todos de acordo sobre esta questão [O Livro
dos Espíritos; Parte 2ª; Cap.
V–Considerações sobre a Pluralidade das
Existências; §222; p.144]. E reafirma em
outra ocasião: “De todas as contradições que
se notam nas comunidades dos Espíritos, uma
das mais surpreendentes é a relativa à
reencarnação [O Livro dos Médiuns; 2ª Parte;
Cap. XXVII–Das Contradições e das
mistificações; p.369].” (22)
i) Allan Kardec insiste em deixar bem claro
o que se pode classificar como doutrina
espírita: “Não será à opinião de um homem
que se aliarão os outros, mas à voz unânime
dos Espíritos; não será um homem, nem nós,
nem qualquer outro que fundará a ortodoxia
0espírita; tampouco será um Espírito que se
venha impor a quem quer que seja: será a
universalidade dos Espíritos que se
comunicam em toda a Terra, por ordem de
Deus. Esse o caráter essencial da Doutrina
Espírita; essa a sua força, a sua autoridade
[O Evangelho Segundo o Espiritismo;
Introdução; p.35]”. E depois confessa
claramente que a principal doutrina
espírita, não é na verdade espírita, mas
dele próprio: “Não é somente porque veio dos
Espíritos que nós e tantos outros nos
fizemos adeptos da pluralidade das
existências. É porque essa doutrina nos
pareceu a mais lógica e porque só ela
resolve questões até então insolúveis. Ainda
quando fosse da autoria de um simples
mortal, tê-la-íamos igualmente adotado e não
houvéramos hesitado um segundo mais em
renunciar às idéias que esposávamos [O Livro
dos Espíritos; Parte 2ª; Cap V– Pluralidade
das Existências; §222; p.152]. Afinal, para
que serve o ensino tão apregoado dos
espíritos n’O Livro dos Espíritos, com mais
de mil perguntas formuladas por Allan Kardec
e respondida pelos espíritos, se o própriop
Kardec declara que rejeitaria a
reencarnação, se não lhe parecesse racional?
Afinal, prevalece a opinião dos Espíritos ou
a opinião de um homem? (22)
j) Conforme a doutrina espírita, no livro A
Gênese [Cap. XV; §2; p.270], Jesus era
considerado um ”Espírito puro”, “um Espírito
superior, não se pode impedir de reconhecer
nele um daqueles de ordem mais elevada, e
que está colocado, pelas virtudes, bem acima
da Humanidade terrestre”. Por que, então,
Jesus mentiria se passando por Deus? (Jo
3.13; 8.19; 10.30; Mt 18.18,20; Jo 3.31;
8.12; 8.58; 14.6); dizendo que veio morrer
por nossos pecados? (Lc 24.47; Jo 8.24; Mt
1.21; Lc 1.77; Jo 1.29; At 10.43); afirmando
que os que não crerem nele irão para o
Inferno e os que crerem para o Céu? ( Seria
Jesus, ainda assim, um espírito evoluído,
como afirma o espiritismo?
2. PRETENSÃO DE UMA IDENTIFICAÇÃO DE KARDEC
COM JESUS
Para os espíritas, Allan Kartdec é
extremamente identificado com Jesus Cristo.
Veja esta síntese recebida pelo médium
Francisco Cândido Xavier, do espírito
Emmanuel:
Jesus Cristo: "Eu não vim destruir a Lei."
Allan Kardec: "Também o Espiritismo diz: -
não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe
execução."
Jesus Cristo: "Há muitas moradas na casa de
meu Pai."
Allan Kardec: "A casa do Pai é o Universo.
As diferentes moradas são os mundos que
circulam no espaço infinito e oferecem aos
Espíritos, que neles reencarnam, moradas
correspondentes ao adiantamento que lhes é
proprio."
Jesus Cristo: "Amai-vos uns aos outros como
eu vos amei."
Allan Kardec: "Fora da caridade não há
salvação."
Jesus Cristo: "Não oculteis a candeia sob o
alqueire."
Allan Kardec: "Para ser proveitosa, tem a fé
que ser ativa; não deve entorpecer-se."
Jesus Cristo: "Buscai e achareis."
Allan Kardec: "Ajuda a ti mesmo que o Céu te
ajudará."
Jesus Cristo: "Sede perfeitos como é
perfeito vosso Pai Celestial."
Allan Kardec: "Reconhece-se o verdadeiro
espírita pela sua transformação moral e
pelos esforços que emprega para domar suas
inclinações infelizes."
Jesus Cristo: "Meu Pai trabalha até hoje e
eu trabalho também."
Allan Kardec: "Se Deus houvesse isentado o
homem do trabalho corpóreo, seus membros
ter-se-iam atrofiado, e, se houvesse
isentado do trabalho da inteligência, seu
espírito teria permanecido na infância, no
estado de instinto animal."
Jesus Cristo: "Muito se pedirá a quem muito
recebeu."
Allan Kardec: "Aos espíritas muito será
pedido, porque muito hão recebido."
Jesus Cristo: "Ninguém poderá ver o Reino de
Deus se não nascer de novo."
Allan Kardec: "Nascer, viver, morrer,
renascer ainda e progredir sempre, tal é a
lei."
Jesus Cristo: "Conhecereis a verdade e a
verdade vos fará livres."
Allan Kardec: "Fé inabalável só aquela que
pode encarar a razão face a face."
IV - BIBLIOGRAFIA
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Federação Espírita Brasileira; 80ª edição;
Rio de Janeiro, RJ; 1998.
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Espiritismo; Federação Espírita Brasileira;
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(4) KARDEC, Allan; A Gênese; Instituto de
Difusão Espírita; 13ª edição; Araras, SP;
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edição; Rio de Janeiro, RJ; 1997.
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2000; ICP Editora; São Paulo, SP.
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S/R; São Paulo; 1992.
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Araras, SP; 2000.
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Instituto de Difusão Espírita; 8ª edição;
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edição; Rio de Janeiro, RJ; 2000.
(16) ANKERBERG, John & WELDON, John; Os
Fatos Sobre os Espíritos-Guias; Obra
Missionária Chamada da Meia-Noite; 2ª
edição; Porto Alegre, RS; 1999.
(17) ANKERBERG, John & WELDON, John; Os
Fatos Sobre a Vida Após a Morte; Obra
Missionária Chamada da Meia-Noite; Porto
Alegre, RS; 1999.
(18) Bíblia Apologética; ICP Editora; São
Paulo, SP; 2000.
(19) Bíblia de Referência Thompson; Ed.
Vida; 9ª impressão; São Paulo; 1999.
(20) GEISLER, Norman & HOWE, Thomas; Manual
Popular de Dúvidas, Enigmas e “Contradições”
da Bíblia; Ed. Mundo Cristão; 5ª edição; São
Paulo; 2000.
(21) GEISLER, Norman L. & RHODES, Ron;
Resposta às Seitas; CPAD; 1ª edição; Rio de
Janeiro, RJ; 2000.
(22) Defesa da Fé nº 10, revista;
janeiro/fevereiro de 1999; ICP Editora; São
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(23) Almanaque Abril 2001; Ed. Abril; 27ª
edição; São Paulo, SP.
(24) Bíblia de Estudo de Genebra; Ed.
Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do
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(25) RINALDI, Natanael & ROMEIRO, Paulo;
Desmascarando as Seitas; CPAD; 6ª edição;
Rio de Janeiro, RJ; 2000.
(26) COSTA, Jefferson Magno Costa; Porque
Deus Condena o Espiritismo; CPAD; 7ª edição;
Rio de Janeiro, RJ; 1997.
Publicado :http://www.arcanjomiguel.net
Fonte - http://www.saber.teo.br/ide/adventismo.html |