Os homens colhem agora amargos
frutos por terem acreditado nas
promessas do Pai da mentira quanto a
uma pretensa liberdade e a uma falsa
felicidade no campo da moral
familiar.
Um ditado popular diz que o demônio
nunca dá o que promete. Não há o que
não tenha sido prometido, em matéria
de liberdade e felicidade, aos
homens desta segunda metade do
século XX, caso capitulassem diante
das "conquistas" da modernidade em
relação à moral familiar.
O divórcio daria uma nova
oportunidade de felicidade aos
casais que não se dessem bem. O
aborto seria uma manifestação do
direito da mulher sobre seu próprio
corpo. Os métodos anticoncepcionais
possibilitariam uma vida sexual
livre e tranqüila, sem risco de
qualquer gravidez indesejada; e
também, para os mais moderados, um
planejamento racional e benfazejo da
família.
O reconhecimento do homossexualismo
libertaria a sociedade de
preconceitos ultrapassados. A
capitulação ante a moral nova se deu
em clima de festa. E como em toda
festa, naturalmente sobraram restos
para serem jogados ao lixo, tais
como a santa indissolubilidade do
casamento, a educação moral dos
filhos, o apreço pela virgindade, o
amor materno e filial.
E de cambulhada com esses valores
inestimáveis da civilização cristã,
foram também para o lixo os
Mandamentos da Lei de Deus e a Cruz
Sagrada de Nosso Senhor Jesus
Cristo.
A família implodiu! O que dela resta
é uma ruína do que havia outrora.
Chegou portanto o momento de colher
os frutos de liberdade e felicidade,
para cuja conquista o homem deste
século sacrificou sua religião e sua
honra. Eis alguns deles:
Juventude destroçada -- Os números
da delinqüência juvenil têm
aumentado em progressão geométrica,
sobretudo nos Estados Unidos. A
gravidez entre adolescentes subiu
quase 25%. Os jovens estão
desajustados e "psicologicamente
envelhecidos". O número de casas sem
pais aumentou duas vezes (cfr. "O
Estado de S. Paulo", 4-5-1997).
Suicídio juvenil cresce
assustadoramente -- Na Austrália, os
jovens estão se matando num ritmo de
um por dia -- o triplo de há 30
anos. Em 1990, o suicídio
ultrapassou os acidentes de carro
como causa de morte entre jovens de
15 a 24 anos ("Newsweek",
12-5-1997).
Assassinato por divertimento -- Em
Brasília, cinco jovens de classe
média se divertiram transformando um
índio em tocha humana. Isso resulta
da implosão da família. É o "saldo
da educação não-traumatizante e da
frivolidade de uma mídia que se
empenha em apagar qualquer vestígio
de valores objetivos" ("O Estado de
S. Paulo", 4-5-97).
Órfãos da AIDs -- Também é
especialmente significativo o
crescimento do número de crianças
cujos pais foram vitimados pela
doença. Muitas também têm o vírus.
Só no ano passado, 13 mil ficaram
sem mãe, um crescimento de 23% em
relação a 1995 (cfr. "O Globo",
7-5-97).
Só agora! -- Um relatório
apresentado pelo Conselho das
Famílias, dos Estados Unidos,
descobriu o óbvio: "A sociedade
norte-americana estaria muito melhor
se mais gente casasse e continuasse
casada". A ruptura familiar produz
um trauma afetivo que corrói a alma.
Pais ausentes, filhos delinqüentes
("O Estado de S. Paulo", 4-5-1997).
TV destrói a família -- A sociedade
desenhada nas novelas de TV é um
convite à transgressão. A exaltação
do sucesso sem balizas éticas, a
trivialização da violência e a
apresentação de aberrações num clima
de normalidade têm transformado
adolescentes em aspirantes ao crime
(idem).
Diante desse quadro -- meramente
exemplificativo! -- o que fazer?
Desesperar? Não! É preciso pedir a
Nossa Senhora que nos dê a coragem
de ver essa trágica situação de
frente, mas com a serenidade de alma
própria do católico fiel.
Tranqüilidade esta inabalável, pois,
não está baseada nos homens mas
naquela que é a Onipotência
suplicante, Maria Santíssima, e em
Seu Divino Filho. A vitória será dos
que souberem esperar apesar de todas
as aparências em sentido contrário.
E que, para tal, Nossa Senhora de
Fátima nos dê forças!
Publicado:
http://www.arcanjomiguel.net
Extraído:
Revista Catolicismo
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